Chris Anderson, autor de “A Cauda Longa”, e Free – explica o novo modelo de business a custo zero e define o futuro dos negócios como “oferta gratuita de produtos e serviços”

Surge uma rede de mercado free-economics , ou a economia do grátis. Free! é o título do proximo best-seller anunciado por Chris Anderson – editor da Wired e autor do best-seller A Cauda Longa – que tem como base o tema: Zero dólares é o futuro do business. Em tempos de recessão, o gratuito é ainda mais atraente. Afinal de contas, se você está sem dinheiro, o melhor preço é zero, não?
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O jornalista inglês Chris Anderson, ficou famoso no mundo dos negócios e da tecnologia em 2006, quando lançou “The long tail” – “A cauda longa”, onde ele explica a economia digital a partir de casos como o da Amazon.com, que se transformou de uma livraria virtual, em um entreposto gigantesco de comércio na internet. Ele mostrou que, com a internet, qualquer produto pode despertar interesse indefinidamente.
Anderson acredita que a Internet habituou os consumidores a terem acesso gratuito a informações e, por isso, a tendência é que essa “cultura do grátis” ganhe espaço também no comércio tradicional. A Google seria o modelo desses novos tempos, com seus serviços gratuitos e lucros crescentes, graças à cobrança de anúncios veiculados às buscas feitas por internautas.
O mercado sonha com o que é gratuito: consumidores livres, num mercado livre, querem produtos e serviços gratuitos.
Os sinais chegam agora de diversas áreas, e não apenas da música on-line: vôos low-cost de Ryanair, as caixas de correio eletronico ilimitadas de Yahoo!, a abertura dos arquivos do The New York Times, telefones celulares e consoles de video-jogos vendidos a preço de barganha.
Até mesmo a oferta de educação gratuita na internet tende a aumentar de forma exponencial. Berkeley, Stanford e MIT são centros universitários americanos que já oferecem aulas de graça pelo YouTube. Já existem milhares de cursos livres na internet. Além disso, os livros escolares serão oferecidos livremente pela internet, inclusive com imagens de vídeo para atrair o interesse dos alunos.
O livre não é mais uma opção. É um destino inevitável. “As razões para esta acceleração, estão todas na natureza específica da Internet: “Toda a web funciona como uma “escada” atrair muitos usuários em alguns recursos centralizados e assim repartir os custos com um público sempre mais amplo.
Que um produto seja gratis, não significa que alguém, em algum lugar, não esteja fazendo um monte de dinheiro – sublinha Anderson – Precisamos deixar para trás a idéia de um mercado a dois (vendedor / comprador) e pensar nele como um ecossistema com vários indivíduos: somente alguns desses, fazem troca de dinheiro. Como por exemplo: o Radiohead podá permitir que você baixe o álbum deles; de uma forma ou de outra, o dinheiro vai retornar de alguma parte.
Esta economia da dádiva é baseada no trabalho livre, e não na publicidade. Toda indústria que se torna digital, acaba se tornando livre, conclui Chris. Portanto, devemos olhar para a frente para um futuro que é mais digital e, o mais importante, livre.
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