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Entrevista / Gente

Rita Levi-Montalcini: Mantenha seu cérebro com ilusões, ativo, faça ele trabalhar e ele nunca irá se degenerar

«O cérebro não se aposenta, o importante é mantê-lo em atividade. O meu funciona como quando eu tinha vinte anos, nem bem nem mal, mas o máximo do meu potencial”. Este é o cérebro de Rita Levi-Montalcini, Prêmio Nobel de Medicina e senadora vitalicia. Hoje, com 100 anos,  nunca parou de trabalhar : O segredo da minha vitalidade é que eu vivo de hora em hora, constantemente envolvida com pesquisas científicas e com os problemas sociais. Eu não tenho tempo para pensar em mim… Minha vitalidade é derivada da total indiferença por mim mesma. Sublinha com enfase, as últimas palavras.

Rita Levi Montalcini

Em uma entrevista no programa de televisão italiano, Che Tempo Che Fa, Rita Levi-Montalcini afirma que podemos controlar nossas ações e emoções, usando uma parte diferente do cérebro. Segundo ela, “O progresso depende de nosso cérebro. A parte mais importante de nosso cérebro, a que é neocortical, deve ser usado para ajudar os outros e não apenas para fazer descobertas.”

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Dra. Rita Levi-Montalcini nasceu em Turím, Itália, em 22 de abril de 1909, obteve o título de Medicina na especialidade de Neurocirurgia  e é Presidente Honorária da Associação Italiana de Esclerose Múltipla. Recebeu o Prêmio Nobel de Medicina há 21 anos, quando tinha 77.

Meu cérebro vai ter um século… mas não conhece a senilidade… Não posso evitar que o corpo se enrugue, mas o meu cérebro posso mantê-lo jovem. Possuímos grande plasticidade neural: mesmo quando os neurônios morrem, os que restam se reorganizam para manter as mesmas funções, mas para isso é conveniente estimulá-los! Mantenha seu cérebro com ilusões, ativo, faça ele trabalhar e ele nunca irà se degenerar. Afirma o Prêmio Nobel.

Diz ainda, a célebre pesquisadora, que a razão é filha da imperfeição. Nos invertebrados tudo está programado: são perfeitos. Nós não. E, ao sermos imperfeitos, temos recorrido à razão, aos valores éticos: discernir entre o bem e o mal é o mais alto grau da evolução darwiniana.

“Desde jovem, meu desejo era ir para a África, encontrar Albert Schweitzer, para cuidar dos leprosos. Hoje, dedicar-me a ajudar os outros é o que conta. Devemos ter uma total dedicação para com quem precisa de ajuda, especialmente as populações que são mais exploradas, como a da África, principalmente as mulheres que fora arruinadas, fisica e psicologicamente.

Sua curiosidade intelectual não se limita ao estudo da teoria científica, ela também tem sido sempre interessada em mudanças na sociedade humana. Sua não é feita simplesmente por interesse científico. Ela também tem uma forte crença e uma mensagem para o nosso futuro: é fundamental para as pessoas, de um ponto de vista científico, ter um objetivo, que inclua a ajuda àqueles que não têm o privilégio de pertencer à elite científica e tecnologica.

E conclui com determinação: Devemos nos esforçar para o controle e uso do neocórtex, em vez do sistema límbico, a fim de controlar nossas ações e comportamentos.

Nosso futuro se encontra em nosso cérebro.

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Gente / Referencial

Alex Tabarrok, co-autor do blog Marginal Revolution.com e Diretor de Pesquisa do Instituto Independente, explica como o poder das idéias pode superar as crises no mundo

Alex Tabarrok

Alex Tabarrok, economista e blogueiro, acredita que as novas idéias vão alimentar o mundo. A fim de produzir novas idéias, as pessoas precisam ser incentivadas, através da globalização; maiores mercados geram maiores lucros.

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Em um evento TED, Tabarrok explica como um mercado global pode aumentar o incentivo para produzir novas ideias, que por sua vez, irá impulsionar o crescimento e prosperidade. Garante ao publico que o melhor está por vir,  através da partilha das idéias e da globalização.

O economista defende que o comércio livre e a globalização estão moldando o nosso mundo, anteriormente dividido, numa comunidade de partilha de idéias mais saudável, feliz e próspera, do que alguma vez fora previsto. Uma idéia, um mundo, um mercado.

O livre comércio e a globalização certamente não são temas novos de discussão. Eles são, no entanto, maneiras pelas quais nós podemos transformar o mundo em uma comunidade mais saudável e próspera, como ninguém nunca imaginou. Afirma Tabarrok.

A equação é relativamente simples: estimular o crescimento de novas idéias. Enquanto uma maçã pode alimentar uma pessoa, uma idéia pode alimentar milhões de pessoas.

Tabarrok acredita que as idéias são destinadas a ser compartilhada. Por muito tempo os Estados Unidos têm sido líder de idéias, porém, se mais pessoas, em todo o mundo, tiverem a capacidade de gerar novas idéias, poderemos aumentar o número de criadores de idéia, tornando o mundo mais globalizado.

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Edição Limitada / Gente

Adam Whiton e Yolita Nugent projetam a jaqueta inteligente anti-agressão – No Contact Jacket – desenvolvida pelo MIT em Boston

Adam Whiton, Yolita Nugent, projeto, jaqueta inteligente, No Contact Jacket, anti-agressao, MIT, Boston

Spray Anti-estupro, em breve poderá se aposentar. Surge uma incrível jaqueta que não resiste apenas à chuva, mas tem um sistema hi-tech incorporado que, além de provocar choque elétrico em quem a toca, ela também oferece uma blindagem pessoal que resiste à facadas e até mesmo à tiros, essencial para a auto-defesa da mulher.

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Se chama No Contact Jacket, um sofisticado sistema de hi-tech, desenvolvida pelo MIT em Boston pelos pesquisadores Adam Whiton e Yolita Nugent.
A Jaqueta é feita com 100% de poliéster e uma camada especial que impede a entrada de tiros e facadas. Pesa 3 kg e é munida de uma bateria de alta voltagem e baixa corrente. Quando acionada,  provoca descargas elétricas de 80 mil volts, capaz de atordoar um hipotético agressor, provocando  perda de equilíbrio, desorientação e dores de cabeça. Para quem estiver usando, obviamente, não tem algum perigo. Para ativar o sistema, basta pressionar um botão escondido na manga, que irà ativar o circuito elétrico.

Para evitar que o No-Contact Jacket seja adquirido por homens, a empresa que o produziu foi convidado a fazer apenas modelos de pequeno porte. Tendo um design esportivo e elegante, agrada até mesmo às teenager.

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Entrevista / Gente

Depois de uma tendência de contracultura, as cúpulas geodésicas, graças ao arquiteto Dennis Johnson Odin, estão fazendo um retorno na ruas principais

Dome Home

O século XXI traz em si o conceito da era do aquecimento global, em que a questão ambiental deixou de estar circunscrita às rodas de ecologistas para ocupar as pranchetas de arquitetos, nos países da Europa e dos Estados Unidos. Hoje, se sabe, os edifícios são os principais responsáveis pelos impactos causados à natureza, pois consomem mais da metade de toda a energia usada nos países desenvolvidos e produzem mais da metade de todos os gases que vem modificando o clima. As Casas Cúpula do arquiteto Dennis Johnson Odin, demonstram ser a solução e o exemplo de energia eficiente, além de oferecer maior espaço com pouco material.

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A arquitetura pode eternizar um povo, um governo, um governante. Como bem lembrou Balzac, os eventos da vida humana, públicos ou privados, estão tão intimamente relacionados à arquitetura, que podemos reconstruir nações ou indivíduos a partir dos vestígios de seus monumentos e residências. Churchill disse que nós moldamos nossos edifícios, e a partir de então passamos a ser moldados por eles.

Em entrevista à TV Planet Green, Dennis Johnson Odin, um dos mais importantes projetista, e construtor de casas ecologicamente correto desde 1971, remodela nossa idéia de casa. Sua empresa, a Natural Spaces Domes, é uma das principais fabricantes de casas tipo cúpula geodésica do mundo. As assim chamadas “Casas Vedes” – ou Dome Home – oferecem o conforto de uma casa normal, mas, principalmente, a satisfação de contribuir para manter o Planeta limpo.

O projeto da arquitetura sustentável contesta a idéia do edifício como obra de arte e o compreende como parte do habitat vivo , estreitamente ligado ao sítio, à sociedade, ao clima, a região e ao planeta.

Dome Home

Depois de uma tendência contracultura, as cúpulas geodésicas estão fazendo um retorno e enchendo as ruas das principais cidades do mundo, graças ao projetista Dennis Odin. Dome Home – como é chamada – é Energia eficiente, por definição, a qual te “te dá maior quantidade de espaço com menor quantidade de material”, como ele faz questão de sublinhar. Essa é a característica principal da sua famosa construção – Bear Creek Dome – situada no North Branch, Minnesota que, além de ter uma forma única, é mais funcional do que uma casa normal.  O desenho esférico da casa, oferece força suficiente para resistir a terremotos e ventos com 200 mph.

O que faz da cúpula energia eficiente é o seu design. A forma de cúpula permite que o vento gire ao redor dela, reduzindo a pressão do ar sobre as paredes exteriores , fazendo com que perca 30 por cento do calor. A cúpula difere das casas convencionais pela sua eficiência energética com o uso de material ultra isolante para seu ambiente interior, segundo Johnson.

Hoje em dia, as pessoas estão escolhendo prontamente a conduzir veículos ecológicos e vestir “roupa verde, então, é natural que o práximo passo deverá ser a escolha de também viver em  residências ecosustentaveis. Nós estaríamos renunciando a pouco, ou nada, se todas as novas casas fossem construídas desta forma, mas, o que é mais importante, estaríamos garantindo que algo está sendo feito para preservar o nosso meio ambiente para as futuras gerações que virão. A filosofia de Dennis é ainda mais revolucionária: se investirmos em uma existência mais verde hoje, viveremos melhor amanhã.

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Gente / Referencial

Jamais Cascio observa algumas ferramentas específicas e técnicas que podem fazer a diferença para um futuro melhor

Jamais Cascio

Jamais Cascio, co-fundador e colunista do www.worldchanging.com – site focado na inovação social e desenvolvimento sustentável, premiado por dedicar-se em chamar à atenção para os modelos, ferramentas e idéias para a construção de um futuro melhor – afirma que as soluções para os problemas do mundo se conseguem lidando com a transparência, a colaboração, a ciência e a vontade de experimentar e mudar.

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Que chance você acha que tem de mudar pra não morrer? Segundo estatísticas, em apenas 10% dos casos, o curso dos acontecimentos muda realmente e, em 90% dos casos as pessoas – e empresas – preferem morrer. O mundo está mudando numa velocidade nunca vista antes. Forças da globalização, da digitalização, da individualização, habilitadas e aceleradas por estruturas em rede, hiper-conectadas, transformam futuro em passado todo dia. A chance da nossa empresa sobreviver depende de entendermos o futuro antes que ele aconteça. De antecipar nosso entendimento do mundo, das nossas próprias vidas, trazendo o futuro para o presente e não tentando levar em frente, passados que já nem existem mais. Ao invés de melhorar, de otimizar, de aperfeiçoar o conhecido, é hora da execução imperfeita do desconhecido. É hora de desaprender a maior parte do que se sabe e aprender, rápido, as regras do futuro.

Numa conferência TED em Monterey, California, Jamais Cascio, explica como os problemas como o ambiente do planeta, o desenvolvimento global e os conflitos internacionais, podem ser resolvidos, utilizando ferramentas específicas, técnicas e idéias que podem melhorar o nosso futuro. Cascio acredita que um dos passos mais importantes é o de tornar visível o invisível.

Jamais explica suas idéias para realizar um projeto chamado Terra Witness que se destina a melhorar a documentação do que está acontecendo no mundo, a fim de consertá-lo. Esse projeto irá implementar a Web 2.0, que é interpretado em redes sociais, serviços de compartilhamento de fotos e sistemas de filtragem colaborativa (como filtro de informação geográfica ). Seu trabalho é focado nas soluções de documento de design sustentável, desenvolvimento global, novas tecnologias e do ambiente.

Interrogado se o futuro lhe faz medo, Jamais Cascio responde: Sim, me faz arepiar do terror. Bruce Sterling, o escritor de ficção cientifíca, o pensador, o designer, interpreta bem esse ponto. Sterling diz que o futuro não é um substantivo, é um verbo. É a viagem, não a destinação. Acho que quanto mais nos recordarmos que o futuro é algo que criamos continuamente, mais probabilidade teremos de recordar que devemos ser conscientes daquilo que estamos criando, esforçando-nos de construir um futuro vivível e agradável para todos. Se as pessoas forem capazes de ver e compreender o impacto de suas ações, certamente isso conduzir à mudanças.

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Gente / Referencial

Sir Richard Branson, Presidente do Grupo Virgin: ” A não ser que a sua idéia inspire as outras pessoas, não será capaz de gerar a energia, a força de vontade e o apoio necessários para ir avante”.

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Um alfaiate na sala executiva no aeroporto de Heathrow, em Londres, tira as medidas do passageiro, enquanto ele aguarda o embarque para Hong Kong. Uma alfaiataria em Hong Kong recebe as medidas e põe mãos à obra enquanto o cliente voa. O terno feito sob medida, já passado, é entregue ao passageiro quando ele chega ao destino. Richard Branson acredita que inovações como essas surgem da busca contínua por mais valor para os clientes e da exploração aberta que gera idéias irresistíveis.

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Richard Branson, na conferência anual da Direct Marketing Association,  fala sobre a história de uma grande idéia, uma teoria que esperou três décadas para ser levado a sério. Se refere à Teoria de Gaia, uma teoria formulada em 1979 pelo jovem cientista James Lovelock, sobre o aquecimento global, e que hoje pode ser visto como uma profecia realizada. De acordo com a Teoria de Gaia, o superaquecimento do planeta, causado pela gases nocivos que são produzidos pela humanidade, levaria a uma inevitável reação da Terra a estas mudanças, podendo ocorrer sob a forma de resfriamento global, e possivelmente levar a uma nova era glacial.

Trinta anos depois, a teoria de Gaia é quase universalmente aceita, e faz grande parte da base da nossa compreensão atual sobre o aquecimento global. Na conferência, Richard Branson discute os desafios que uma idéia inovadora pode enfrentar antes de ser aceita. Ele acredita que engenho, improvisação e ousadia, são mais importantes que seguir regras (mesmo que você esteja fora da lei de vez em quando).

Branson deu o nome de “Virgin” (virgem) às suas empresas e produtos para indicar que nada sabia sobre os negócios com os quais estava se envolvendo. A mensagem à concorrência era clara: Eu nada sei, e essa é a minha grande força. Vou desenvolver novas soluções. Você pode achar que a experiência é sua grande vantagem, mas é seu calcanhar de aquiles:  você está preso à tradição. A não ser que a sua idéia inspire as outras pessoas, não será capaz de gerar a energia, a força de vontade e o apoio necessários para ir avante.

Branson inovou em diversos mercados, entre eles música, varejo e companhias aéreas. . Das várias empresas do grupo Virgin, a companhia aérea Virgin Atlantic destaca-se  por fazer as coisas de um jeito diferente, sendo a mais criativa companhia de aviação do mundo. Criou um novo nome, Upper Class (classe alta), para um serviço com padrões de primeira classe e preços de classe executiva. Foi a primeira a oferecer serviço de limusine, check-in no estacionamento e área de espera diferenciada. Também foi a primeira a oferecer sistemas de entretenimento em vídeo a todos os passageiros.

Branson é um especialista em motivar equipes. Ele insiste na alegria como motor para qualquer empresa. O riso, diz Branson, é sinônimo de competência. Poucas pessoas no universo dos negócios pensam assim. “Um negócio tem que ser cativante, tem que ser divertido, e tem que estimular o seu instinto criativo. Nem todas as idéias inovadoras são aceitas de imediato. Na verdade, elas pode levar anos para serem aceitas pela sociedade. A mensagem importante é nunca parar de sonhar e criar.

O primeiro “turista” do espaço, Branson, tem negócios que vão de combustível a vestuário. È proprietario di quatro companhias aereas: Virgin Atlantic, especializada em viagem  intercontinental, Virgin Express, a low cost europeia, Virgin Blue na Austrialia e la Virgin America. Além disso, possue uma Ilha particular Necker Island, uma das propriedades mais exclusivas do mundo, um paraíso com 29,95 hectares, bancos de corais e águas cristalinas azul-turquesa e pode ser alugada por valores em torno de US$ 50 mil por dia. No entanto, Branson revelou que um homem pode ser um dos mais ricos, a pessoa mais bem sucedida do mundo e ainda ser cool.

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Gente / Referencial

O que poderá acontecer com a Web, nos próximos 5 mil dias? Kelly Kevin responde e garante que nos próximos 50 anos, veremos mais resultados do que nos útimos 400

Kevin Kelly

Kevin Kelly, um autêntico visionário e uma das maiores autoridades do mundo da tecnologia,  chama tudo o que inventamos, tudo o que criamos e todos os gadgets que fabricamos, de Techium, e diz que sua definição de tecnologia é qualquer coisa útil que a mente humana possa criar, desde martelos, laptops até as nossas leis. Desde o Big Bang até os dias de hoje, a vida é um processo de informação que está se reestruturando e criando uma nova ordem. Através da tecnologia, estamos sempre reinventando a nós mesmos.

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5 mil dias atrás, a quantidade de informação e serviços hoje disponível, era inimaginável. No entanto, em apenas 5000 dias, temos construído uma máquina única e global, através da web. Todos os dispositivos que usamos (computadores, telefones celulares, etc), são apenas pontos de acesso através do qual entramos nesta enorme rede global.

Para Kevin, a tecnologia não diz respeito apenas ao que ela significa para as nossas vidas. Para ele, a tecnologia está ligada à biologia, à religião, aos negócios, enfim, a tudo o que fazemos. É mais do que o gadget no seu bolso. É uma parte de uma história grandiosa que começou bilhões de anos atrás, e que nós estamos ajudando a acelerar e a ampliar. Nós podemos fazer parte desta história, alinhando isto com a tecnologia que criamos.

Kevin garante que, se o nosso mundo não tivesse desenvolvido a tecnologia, a nossa espécie não duraria muito. Desde a época do homem Neanderthal, nós somos dependentes da tecnologia, e através dela, influenciamos o mundo à nossa volta. A invenção do fogo e a agricultura, são exemplos de tecnologias que ajudaram a raça humana a se tornar a espécie predominante no planeta. De certa forma, os humanos inventaram a si mesmos, criando um novo estilo de vida. Kevin chama a humanidade de nossa maior invenção, mas ela está longe de estar completa.

Se você quiser saber para onde a tecnologia está indo, basta observar nossa trajetória. As coisas sempre estão indo em direção à complexidade, em direção a uma maior diversidade, a especialização, em constante processo de evolução. Ele defende que a tecnologia seja basicamente um sétimo reino da vida, uma evolução e uma versão da própria forma humana.

Nosso trabalho como seres humanos é criar nossos filhos, encontrar bons amigos e um bom emprego para eles. Assim, cada tecnologia é como uma força criativa procurando pelo serviço certo. Não existem tecnologias negativas, assim como não existem pessoas malvadas, o que existe são as tecnologias sendo usadas em locais ou funções erradas.

Os próximos 5000 dias da Internet não será apenas melhor, mas diferente, não será apenas um enorme banco de dados. Kelly vê nisso, uma relação simbiótica entre o homem e a formação da web. Mas, embora no futuro as máquinas sejam capazes de resolver todos os nossos problemas,  devemos refletir que a capacidade crítica virá sempre do homem. A Internet pode continuar a existir para os próximos 5000 dias, mas sem o homem, ela não pode ser realizada.

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Gente / Veja Este Vídeo!

A Greenpeace Internacional lançou uma publicidade na TV, pela ocasião da sua campanha de Revolução Energética, que tem como foco um discurso de John F. Kennedy

Kennedy

Mesmo tendo passado mais de 50 anos, o tema central da política global apresentado por John Kennedy, reflete uma realidade muito atual: defesa do meio ambiente, e a visão de uma revolução energética. O comercial, criado pela AKQA em parceria com a The Ambassadors, ao que tudo indica, foi usado de muitas técnicas para que parecesse que JFK estivesse passando a mensagem sobre a mudança climática do planeta, para os nossos tempos.

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A chave para nosso futuro e para o desenvolvimento das gerações futuras, é a revolução energética. Temos de reconstruir o presente para que nossos filhos sejam capazes de ver o seu futuro.

No vídeo que eu escolhi para você hoje, um jovem presidente dos Estados Unidos fala em frente a uma platéia atenta. Ele deseja um futuro diferente, e declara seu desejo de tornar o país líder dessa evolução. Uma mensagem em favor da sustentabilidade, por um futuro renovável, mostrando que a mudança tem que ser feita agora, prevenindo. Embora o video seja uma simulação, deixo essa mensagem para você, palavras que nos levam a uma reflexão sobre o tempo que perdemos e o tempo que ainda poderemos perder. Precisamos de Chefes de Estado responsáveis, com uma visão. Hoje, agora, em breve tempo.

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Entrevista / Gente

O Twitter não é uma rede social, mas sim uma ferramenta de comunicação. Afirma o seu fundador, Jack Dorsey, em uma entrevista ao jornal El País, no Simpósio de Tecnologias para a Acção Social

Twitter

Como nasceu Twitter? Segundo seu fundador Jack Dorsey,  o Twitter nasceu de um interesse pessoal em querer perceber o funcionamento das cidades e o que as move. Um fascínio que foi inspirado pelo sistema de comunicação de rádio dos táxis, em que os taxistas dizem continuamente onde estão e o que estão  fazendo. Esta curiosidade juvenil fez com que ele notasse que, aos 20 anos, sabia melhor o que faziam os bombeiros, os taxistas e os polícias do que o dia a dia dos seus amigos.

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Em uma entrevista no Simpósio sobre Tecnologias de Ação Social em Málaga, Espanha, Jack Dorsey, o criador do Twitter, fala sobre como sua tecnologia inspira as pessoas a agir, e como ele vai melhorar a comunicação no futuro.

Questionado sobre a forma como, recentemente, o presidente da Google, Eric Schmidt, se referiu ao Twitter, dizendo que o espaço é como o correio electrónico dos pobres, Dorsey referiu que é um comentário um pouco desagradável. O Twitter é uma forma de comunicar com as pessoas, muito portátil e acessível. Qualquer um com um telefone Nokia pode entrar na minha conversa. O Twitter permite controlar o que tem e aquilo que recebe e as pessoas podem optar por ler ou não.

Para Dorsey, aquilo que o Twitter faz é simplificar a comunicação entre as pessoas, expressar as tendências daquilo que se está passando em cada cidade e no mundo, para além daquela força de interacção entre os indivíduos que anteriormente se relacionavam cara a cara.

Quanto à sua segurança em termos de privacidade, Dorsey considera que como em tudo, os males podem ser minimizados conhecendo e fazendo um bom uso desta tecnologia.

Dorsey recordou que começou a projetar esta ferramenta aos 15 anos, impulsionado pelo fascínio que tinha pelo funcionamento da cidade e pelo seu movimento. Assim, aquilo que lhe chamou à atenção foi o sistema de rádio táxi, onde os taxistas informam em todos os momentos onde se encontram.

Há vinte anos, notei que sabia muito do que faziam os bombeiros, os polícias, as ambulâncias e os taxistas, mas nao sabia o que estavam fazendo os meus amigos. Uma cidade não é nada sem os seus habitantes, por isso decidi adaptar esta aplicação e oferecê-la às pessoas.

Segundo o criador do Twitter, os países com maior afluência são os Estados Unidos e Japão, logo a seguir está a Espanha.

“Twitter, que foi criado há três anos, já tem 18 milhões de usuários, e é projetada para ter mais de 25 milhões de usuários até o final de 2010″.

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Entrevista / Gente

Entrevista no YouTube com o presidente Barack Obama: “A tecnologia realmente nos dá a oportunidade de fazer progressos que não conseguíamos até então.”

Barack Obama

Durante sua campanha para a presidência, o presidente Barack Obama fala com o editor de notícias do YouTube, Steve Grove , sobre sua plataforma de tecnologia e inovação. Segundo o Presidente Obama, a tecnologia do governo americano deve ser integrada, a fim de reforçar a democracia.

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Em uma entrevista no Youtube, conduzida pelo editor de notícias do YouTube, Steve Grove, em 14 de novembro de 2007, quando o presidente Barack Obama ainda era o senador de Illinóis, ele explica como a tecnologia é importante para o governo americano. Segundo Obama, “a tecnologia realmente nos dá a oportunidade de fazer progressos que não conseguíamos até então.” Durante sua campanha à presidência, Obama utilizou a tecnologia para melhorar a sua campanha e ganhar notoriedade através de seu próprio canal do Youtube, MySpace, e seu site pessoal. Como senador de Illinóis, Obama ressaltou a importância de se conectar diretamente com o povo, na verdade, ele tinha mais de 15.000 idéias políticas apresentadas em seu site para os eleitores.

Por que a tecnologia é tão importante para uma campanha ou para um governo? O presidente Obama não vê a tecnologia como algo separado de outras questões. Ao invés disso, ele a vê como uma ferramenta para ajudar a resolver outros problemas, como saúde e educação. Além disso, a tecnologia permite que o governo seja mais transparente e acessível para os americanos. Uma das melhores características do presidente Obama é a sua capacidade de utilizar das modernas tendências e tecnologias a seu favor. Se o objetivo da campanha é atingir o máximo de pessoas possível, por que não usar toda a tecnologia que tem a oferecer?

Na entrevista o presidente Obama fala sobre seus planos futuros para o governo americano, como a implementação de um CTO (escritório de tecnologia), e a realização de chats on-line diretamente com o povo americano. Embora algumas dessas idéias ainda não se tornaram realidade, o presidente Obama levanta muitas questões importantes sobre a tecnologia. Sua disposição para usar a tecnologia a fim de atingir outras metas ilustra como a ciência e a tecnologia desempenham um papel muito importante na política pública.

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