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Entrevista / Planeta

Richie Hawtin, o rei do som techno minimal, mixa música eletrônica e ambientalismo global

Richie Hawtin

Durante anos, Richie Hawtin tem se dedicado a lançar as bases para o que hoje é conhecido como som de techno minimal, que tomou de assalto  a discografia ao redor do globo . A música minimalista é considerada como obras que têm um equilíbrio entre forma e estilo. Nem mesmo Richie acreditava que o som minimal chegasse a ter as dimensões que tomou e, agora, é um fato indiscutível.

O artista canadense, também conhecido como Plastikman, em uma entrevista com o músico Richie Hawtin, fala sobre sua forma inovadora de se comunicar com os jovens, a fim de informá-los sobre temas importantes e atuais, como o ambiente: Se os problemas ambientais são globais, música eletrônica é a maneira mais divertida de promover a consciência em uma escala global.

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Richie, rei do som techno minimal, esteve sempre na vanguarda no desenvolvimento de pesquisas de produções musicais, mas está muito atento, também, em mixar a música eletrônica com a difusão de idéias para a melhoria do ambiente. Richie Hawtin olha o futuro com muuita compreensão e, geralmente, faz as perguntas que a maioria das pessoas não procuram fazer: que tipo de mundo estamos deixando para as gerações futuras? Como podemos corrigir, ou pelo menos conter, os complexos problemas ambientais que enfrentamos agora?Ele acredita que a música eletrônica é a melhor maneira de alcançar as pessoas em um nível global.

Robotman, Richie Rich, Plastikman ou apenas Richie. É artista, DJ, produtor, editor, conceptualista e mais do que tudo, um verdadeiro inovador. Seu sucesso vem principalmente de sua habilidade para criar sons originais e criativos, e do seu conhecimento de tecnologia da música. Jà com o seu álbum intitulado Transition, deu um passo à frente utilizando algumas tecnologias digitais e software para música.

“Trabalhando no show live di Plastikman, percebi o enorme potencial destes instrumentos. Toda vez que eu trabalho em um projeto da série DE9, examino as tecnologias que tenho disponíveis e eu me pergunto: O que posso fazer agora? O que posso fazer diferentemente? O que a tecnologia pode fazer para automatizar de modo que eu possa focar minha atenção em outra coisa? Sublinha Richie. O álbum DE9 Transition, possue uma caracteristica realmente pioneira pois se trata do primeiro disco a ser criado para o formato Dolby Surround 5.1, o mesmo usado para áudio DVD.

O seu percurso profissional passou pelo envolvimento na criação da tecnologia digital para a DJ Final Scratch, continuando a ser um fervoroso consumidor de novas tecnologias à medida que vão estando disponíveis. Fundou etiquetas especializadas como a Plus 8, a Probe, a Records, a Concept e a M-nus, que pouco a pouco se tornou a ponta de lança do novo som minimal, focado para as pistas de dança que domina o mundo.

Richie está convencido de que o aspecto mais importante e desafiador da consciência está atingindo as novas gerações. Estas crianças são os verdadeiros protagonistas do futuro, e cabe a eles promoverem uma mudança concreta e duradoura. O sonho de Richie Hawtin é utilizar a música eletrônica como um instrumento para a difusão das idéias, a fim de educar e promover a conscientização sobre o meio ambiente.

Desta maneira fácil e interativa, a mensagem será transmitida em todo o mundo: as soluções para estes problemas podem ser realizadas por todos, através de pequenos gestos a cada dia. Um futuro “verde” é possível, e poderia chegar muito mais cedo do que pensamos, graças à música eletrônica.

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Planeta / Referencial

Al Gore expõe o tema sobre o caráter emergencial para o controle do aquecimento global

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No início de outubro de 2005, uma tempestade no Alasca provocou ondas de 4,5 metros de altura que percorreram 13 mil quilômetros do oceano Pacífico em seis dias, até atingir e destruir um iceberg de 96 quilômetros de comprimento, literalmente, do outro lado do mundo, na Antártida. Em uma palestra organizada pelo TED, O vice-presidente dos EUA entre 1993 e 2001, Al Gore, discute a problemática das alterações climáticas, e como devemos primeiro participar ativamente na nossa democracia, a fim de resolver o problema do clima.

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Al Gore publicou um livro e um documentário, de sua produção, ambos intitulados Uma Verdade Inconveniente, cujo tema é exatamente o caráter emergencial que a situação do aquecimento global já adquiriu. Considerado como “imperdível” pela revista norte-americana Newsweek, as duas obras de Gore mostram que – a menos que se diminuam drasticamente as emissões de dióxido de carbono (CO2 e outros gases), o aquecimento global provocará uma mudança climática que acabará com a vida como a conhecemos.

Gore acredita que é necessária uma ação internacional imediata para reverter a situação e também deixa claro que já dispomos de toda a tecnologia de que precisamos para combater o aquecimento global, como máquinas não poluentes, energia solar e eólica. Al Gore, explica que precisamos mudar as leis, não as lâmpadas, a fim de fazer uma diferença real. E é isso que ele está tentando fazer.

Mas, segundo Al Gore, a única coisa que ainda nos falta para entrar em ação é a vontade política. No artigo que ele escreveu para a revista norte-americana Vanity Fair, ele faz questão de lembrar que nas democracias a vontade política é um recurso renovável.

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Planeta / Tendência

Agricultura Vertical, do Professor da Universidade de Columbia, Dickson Despommier: um arranha-céu verde para a EXPO 2015

Dickson Despommier, um professor de Ciências da Saúde Ambiental e Microbiologia da Universidade de Columbia, desenvolveu a idéia de agricultura vertical com alguns de seus alunos da pós-graduação. O objetivo é cultivar plantas e criar animais em arranha-céus no centro da cidade. Este projeto foi pensado porque espera-se que 2050 cerca de 80% da população do mundo viverá em cidades; por razões econômicas, Desponmmier acredita que o crescimento dos alimentos deveria vir de dentro.

Agricultura vertical

Cada Exposição Universal deixou um marco arquitetônico inovador na cidade de origem, como a Torre Eiffel, em Paris e o Atomium, em Bruxelas. O símbolo da próxima EXPO de 2015 poderia muito bem ser um Skyland: a primeira agricultura vertical do mundo. Neste arranha-céu verde seria possível cultivar produtos agrícolas dentro de uma cidade para seus próprios habitantes. Mas o que exatamente é a agricultura vertical? É uma questão arquitetônica baseada em dois conceitos: o desenvolvimento vertical dos edifícios e a possibilidade de cultivar produtos biológicos no interior. O inventor da agricultura vertical é Dickson Despommier, um professor de Ciências da Saúde Ambiental e Microbiologia da Universidade de Columbia, em Nova York.

De acordo com suas estimativas, o grande edifício de 30 andares seria capaz de alimentar entre 10.000 e 50.000 pessoas por ano. Despommier afirma que a agricultura vertical poderia ser a solução para muitos dos problemas que enfrentamos hoje, tais como a superpopulação e escassez de alimentos. Além disso, a agricultura vertical iria reduzir as emissões de CO2, que estão associadas com a produção de alimentos.

Agricultura vertical

A agricultura vertical, graças a hidroponia (técnica de cultivar plantas sem solo), seria capaz de produzir uma rica colheita, protegida das condições atmosféricas e dos parasitas. Esta agricultura também seria menos prejudicial para as terras e para o meio ambiente.

Nesta entrevista, extraída da CNN, Dickson Despommier explica sua filosofia.

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Planeta / Protótipo

Projetos das universidades de Berkeley e Michigan estão muito próximos de criar os chamados “insetos-espiões” do futuro

Insetos espioes do futuro

Imagine que você está caminhando pela rua quando vê um pequeno besouro preto que passa zumbindo ao seu lado. Você imaginaria que aquela minúscula criatura é o resultado de milhares de horas de pesquisa e desenvolvimento?

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Hirotaka Sato e Michel M. Maharbiz, da Universidade de Barkeley, junto com alguns pesquisadores do Instituto Boyce Thompson, da Universidade de Michigan, estão usando uma moderna tecnologia para manipular os movimentos de uma vasta variedade de insetos – desde besouros até libélulas.

Eles descobriram que pode-se controlar os músculos que fazem os insetos voar: basta conectar elétrodos aos lóbulos ópticos dos bichos. O resultado é mais ou menos como pilotar um avião de brinquedo, o que pode converter essas criaturas em insetos-espiões num futuro. Uma vez que os besouros ficarão à mercê dos humanos, eles poderiam até carregar máquinas muito mais pesadas do que seu próprio corpo, como mini-câmeras de vídeo, por exemplo.

O primeiro avião não-tripulado voou em 1916. Décadas depois, centenas de pequenos aviões de controle remoto passaram a ser produzidos em larga escala, em todo o planeta.  Pequenos helicópteros também foram criados, levando ao delírio os mais entusiasmados com a idéia de fazer voar um objeto do tamanho de uma bola de basquete, movido à gasolina, com um controle remoto.

Hoje os limites são outros: a tecnologia permite que algo até agora impensável – como fazer voar o seu próprio besouro – se torne realidade.

Sandrine Ceurstemont para a New Scientist.

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Planeta / Referencial

Biosfera 2: A experiência de Jane Poynter em um mundo totalmente novo no Arizona

Biosphere2

Jane Poynter conta sua história de dois anos e 20 minutos em que viveu na Biosfera 2: um mundo minúsculo, completamente natural e alternativo. Sua experiência a levou explorar e descobrir como poderemos viver e nos manter vivos nos ambientes mais difíceis. Esta é uma demonstração da necessidade de estar consciente de nosso impacto no mundo em que vivemos para conquistar um futuro melhor.

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No Oracle, Arizona, há um complexo de 12748 m2 ao contrário de qualquer outro. Conhecido como Biosfera 2, essa estrutura é feita por um homem, um sistema ecológico de material fechado, construído para explorar a complexa rede de interações nos sistemas de vida. Jane Poynter, presidente da Empresa Paragon Space Development, conta a história de sua experiência, às vezes difícil, de dois anos em Biosfera 2.

A Biosfera 2 tem quase tudo o que o planeta Terra tem, mas em uma escala muito menor: uma floresta, um oceano, pântanos, campos de cerrado e um deserto de nevoeiro. Embora possa parecer uma experiência divertida, Jane Poynter, uma ambientalista que passou dois anos e 20 minutos dentro da Biosfera 2, explica como esta experiência desafiadora poderia ser.

O nome Biosfera 2 vem da biosfera terrestre, a Biosfera 1, que é atualmente conhecida como biosfera. A Biosfera 2 foi construída para ajudar os ambientalistas a compreender melhor o planeta Terra, como também para reenergizar os movimentos relacionados a viagens espaciais e vida em outros planetas. Poynter foi um dos oito membros da tripulação a desistir de uma parte substancial de sua vida para viver em Biosfera 2.

A experiência de Poynter foi abrir os olhos de muitas maneiras. Em seu depoimento, ela ressalta: “Entendi perfeitamente que eu tinha um enorme impacto enorme sobre a minha biosfera, todos os dias, e isso proporcionava um impacto sobre mim, muito literalmente”. Cientificamente, o experimento foi esclarecedor; os cientistas foram capazes de ganhar uma inestimável experiência com sistemas de vida adaptáveis em um ambiente fechado. Poynter teve impacto direto sobre a biosfera não só através do trabalho físico, mas também apenas pela respiração e circulação do oxigênio e dióxido de carbono.

Entretanto, a vida na Biosfera 2 foi na maioria das vezes um trabalho duro, e as coisas nem sempre corriam bem. De fato, em determinado momento a estrutura começou a perder oxigênio a um ritmo perigoso, e que o grupo tinha que resolver a situação antes que o oxigênio acabasse completamente. No entanto, a experiência dela teve um impacto duradouro sobre a sua vida – depois que Poynter finalmente voltou da estrutura, ela tinha uma visão completamente diferente sobre a existência humana.

Esperamos que a Biosfera 2 seja apenas o início de experimentos deste tipo. No futuro, se planejamos explorar Marte e ir ainda mais além, é indispensável que sejamos capazes de sustentar a vida, onde quer que vamos. Além disso, estes tipos de experimentos ajudam a expandir o nosso conhecimento dos sistemas básico de vida e como todos nós nos encaixamos na composição da Terra.

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Planeta / Protótipo

Dustbot, um “gari” que é pau-pra-toda-obra. É um robô que não só coleta lixo mas é capaz de interagir com o homem

Dustbot

Os personagens do desenho animado “Os Jetson” vivem numa cidade do futuro e tem uma robô de nome Rose, que é reponsável pelos afazeres dométicos, semelhante ao Dustbot, numa versão feminina. Quem sabe se casando os dois, não fornecerão a solução perfeita para evitar esforços e facilitar a vida das familias futuras?

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O “littering”, fenômeno que consiste em jogar lixo em locais públicos, é típico de todas as grandes cidades do mundo, atualmente, e o fenômeno desperta inquietação de autoridades, meios acadêmicos, ecologistas e custa milhões às prefeituras.

Segundo Jack Ganguin, responsável da gestão do lixo no cantão de Berna, onde fica a capital federal suíça, o lixo nas ruas é um problema de comportamento.

Esse fenomeno é parte de algo muito mais importante. Não  é somente um problema de detritos, mas de comportamento. Na minha opinião, também é uma forma de individualismo e uma diminuição do respeito pelo espaço público. Afirma Ganguin.

Durante um encontro apresentado em um estudo realizado pela Universidade de Basiléia em cinco cidades suíças, concluiu-se que 70% desses dejetos são colocados de maneira correta nas latas de lixo dispersas nos locais públicos; os restantes 30% são jogados em qualquer lugar. Desses 30% mais da metade são detritos de comida, folhetos publicitários e jornais.

Para amenizar esse problema, A Universidade de Sant´Anna da cidade de Pisa, na Itália, desenvolveu um robô que não só coleta lixo mas é capaz de interagir com o homem. Basta chamá-lo, a qualquer hora, e ele vai até onde deve coletar o lixo; a pessoa que solicitou a presença do Dustbot, como assim é chamado, põe o saco de lixo em um compartimento dentro da sua barriguinha que é capaz de recolher dejetos de vários gêneres.

O design foi estudado para passar um aspecto agradável às pessoas sem precisar recordar as normais lixeiras distribuidas pela cidade. DustBot é sistematizado para girar com dois tipos de carros: o primeiro, DustClean, limpa e desinfeta as ruas; o segundo, DustCart, é o que se pode chamar de verdadeiro WALL-E como  software e hardware. Se move pela cidade pegando o lixo de porta em porta, evitando obstáculos e quedas, graças aos estabilizadores do Segway, um dispositivo de transporte que imita o equilíbrio humano. Uma série de sensores laser colocados na parte frontal, informam ao DustCart a presença de eventuais obstáculos enquanto os olhos são indicadores do correto funcionamento da máquina.

DustBot oferece, ainda, uma série de informações úteis, como sendo: a qualidade do ar, sugestão para reciclagem e até informaçoes turísticas relativas aos serviços oferecidos pela cidade, acessíveis através de um display touch-screen.

A esse ponto, os garis, aqueles de carne e osso, começam a se preocupar. E se perguntam: o que será  de nós? Mas Barbara Mazzolai, uma dos especialistas do projeto, garante que os garís humanos podem dormir sono tranquilo pois o robot não irá roubar o trabalho dos seres humanos mas irá melhorar: “existirá uma re-qualificação do trabalho, ou seja, os trabalhadores do setor não irão mais entrar em contato com o lixo mas irá se ocupar da gerência do sistema e da manutenção das máquinas, sem falar das oportunidades criadas pelas eventuais produções do sistema em escala industrial.

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Planeta / Veja Este Vídeo!

Severn Suzuki, a menina que, com um emocionante discurso à Organizaçao das Nações Unidas, fez o mundo parar para refletir

Severn Suzuki

Em 1992, Severn Suzuki, representante da ECO, organização de crianças em defesa do meio ambiente, calou o mundo com apenas algumas palavras.

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“Hoje eu tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de Ozônio, tenho medo de respirar porque não sei quais substâncias químicas o estão contaminando…” “Apesar do meu medo, eu não tenho medo de mudar o mundo da maneira que eu acredito que deve ser mudado”. clamou Severn para os líderes que assistiram calados, e que ganhou, no ano seguinte, o prêmio anual das Nações Unidas para o Meio Ambiente, pelo seu discurso.

Depois de tanto tempo,  seu discurso ainda é extraordinário e relevante. Porém, é triste perceber que as palavras de Severn Suzuki ainda são muito atuais e, agora, é uma realidade urgente. Ela mesma sabe disso. Sua caminhada em defesa do planeta não parou depois do seu discurso, na cidade do Rio de Janeiro. Severn Cullis Suzuki tem sido sempre ativa no trabalho da justiça ambiental e social.

O texto do vídeo fala por si, mas pode ser resumido como um grito das crianças para os adultos. Se antes eles ensinaram às crianças a como se comportar, a cuidar do meio ambiente, hoje deixam o mundo sem florestas, destroem a Camada de Ozônio e deixam animais entraram para os cruéis rankings da extinção. Sublinha o medo de um futuro que poderá não existir, e que devemos lutar para impedir que isto aconteça. O preço do nosso futuro, da mudança tecnológica, está nos recursos que nós consumimos, a fim de gerar riqueza. Temos de pensar primeiro sobre as mudanças, às vezes irreversíveis, antes de avançar ainda mais. E se estamos fazendo o nosso ecossistema pagar um preço demasiado alto, a última frase de Severn, emblemática e poderosa, dirigidas aos adultos no encerramento de sua fala é a melhor reflexão:

“Eu desafio vocês. Por favor, façam suas ações refletirem as suas palavras. Obrigada”.

Severn hoje, é membro ativo do painel sobre Meio Ambiente das Nações Unidas, É dela também o projeto Skyfish, um site que incentiva a juventude a falar sobre seu futuro e adotar um estilo de vida sustentável.

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Edição Limitada / Planeta

Regenerativo, o polímero de plástico duro da Holanda irá resolver o problema da abundância de resíduos de plástico

Os cientistas na Universidade de Delft, nos Países Baixos, desenvolveram um material de regenerativo polimérico que é tanto reutilizável como durável, e pode ser a nossa solução para fazer sacolas plásticas obsoletas.

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A maioria das pessoas estão conscientes da crise com o saco plástico em todo o mundo. O plástico é um dos materiais mais difíceis de reciclar e não é facilmente biodegradável. O saco de plástico tem uma vida útil de 20 minutos em média, antes de ser jogado fora. Este maciço acúmulo teve um efeito negativo sobre o ambiente, mas no futuro isso vai mudar.

Desde que a massificação do uso das sacolas de plástico se tornou um problema ambiental, muitas lojas têm de apresentar algumas soluções úteis. Green-wise (verde sábio) é um saco de compras que não rasga e pode ser usado repetidas vezes, ao contrário dos frágeis e finos sacos de plástico que, muitas vezes rompem após a primeira utilização. Junto com os sacos Green-wise, algumas grandes lojas estão dando aos consumidores a opção de usar sacos de papel também.

Uma equipe de cientistas do Centro de Materiais de Delft, na Universidade Tecnológica de Delft, na Holanda, liderada pelo co-presidente Sybrand van der Zwaag, desenvolveu um material polimérico que é térmico e regenerativo, feito através de um método de tratamento simples e eficiente. Este material pode ser reutilizado inúmeras vezes, e pode salvar milhões de toneladas de resíduos por ano. Este novo tipo de plástico é duro e permite elevar os pellets pós-consumidos em suas invenções para serem transformados em materiais “virgens” e de temperatura mais elevada.

Este material é uma forma inovadora de resolver os problemas de resíduos do mundo, já que irá permitir que os produtos possam ser facilmente reciclados e reutilizados.

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Planeta / Protótipo

Professor de Geofísica Na Universidade de Columbia, em Nova York, Klaus Lackner Criou Árvores Artificiais Para Remover o CO2 Do Ar

A árvore artificial, produto da TAB (Global Research Technologies, de Tucson, no Arizona) – detém o dióxido de carbono, graças a um revestimento absorvente formado por água e cálcio; no entanto, em contraste com árvores naturais, ela não é capaz de liberar o oxigênio de volta para o ar.

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De acordo com a Agência Norte-Americana de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), a quantidade média de emissão de CO2 produzida por uma família composta por duas pessoas equivale a 13 toneladas de CO2 na atmosfera a cada ano – e isso sem levar em conta as emissões de veículos e aviões. Nós achamos que podemos resolver o problema da poluição simplesmente aumentando os “espaços verdes”, a natureza e deixar a fotossíntese cuidar do resto. No entanto, infelizmente, essa não é uma proposta eficiente.

Talvez alguns de vocês se lembrem do projeto Sleipner, que funciona longe do litoral da Noruega desde 1995: um dos muitos projetos desenvolvidos para aprisionar o dióxido de carbono. Graças a essas atividades foi possível adquirir experiências significantes para o futuro do desenvolvimento dos sistemas de reciclagem de CO2.

O professor Klaus Lackner, que dá aula de geofísica na Universidad de Columbia, em Nova York – entrevistado no programa “Cinco Maneiras de Salvar o Mundo”, da BBC – tem trabalhado desde 2003 num carro que seria capaz de capturar dióxido de carbono e transformá-lo em pó. Nesta forma, poderíamos armazená-lo debaixo da terra ou no oceano, diminuindo o consumo de petróleo ou gás.

A árvore artificial – produto da GRT (Global Research Technologies de Tucson, no Arizona) – detém o dióxido de carbono graças a um revestimento absorvente formado por água e cálcio; no entanto, em comparação com árvores naturais, ela não é capaz de liberar oxigênio de volta para o ar.

Lackner também estudou formas de armazenar CO2 baseado num processo chamado desgaste de rochas: um fenômeno que ocorre quando os gases que se ligam com o magnésio formam pedras carbônicas, retendo o carbono de maneira segura e permanente

O projeto de Lackner é realmente interessante, mas os custos e a quantidade de energia que deveria ser usada para capturar o dióxido de carbono é maior daquela que nós conseguiríamos ao reciclar o CO2.

Respeitando o protocolo de Kyoto, não há dúvida de que existe uma necessidade de acelerar o caminho de redução do consumo de combustíveis fósseis. Acima de tudo, se estamos conscientes da demanda de energia proveniente dos países em desenvolvimento, e dos sérios danos e problemas ambientais que vamos enfrentar, não é nossa obrigação equilibrar o consumo de energia dentro de alguns anos?

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