Entrevistado sobre o fato de Pleo se tornar o animal de estimação virtual do futuro, o futurista Ross Dawson, cita a famosa frase de Aristóteles: A arte imita a natureza

A Ugobe cria o animal virtual do futuro. Pleo – Robô dinossauro de estimação.
Poderia ser substituido pelos nossos animais domésticos ou é somente uma nova ilusão de vida?
Se chama Pleo, o robô de estimação, produzido pela companhia americana Ugobe. Tem um aspecto simpático, e assume a forma de um dinossauro bebê, da espécie Camarasauros, capaz de expressar emoções como a alegria, a tristeza, o medo, e a agressividade e de movimentar-se autonomamente. É, também, capaz de pensar,ouvir e até mesmo cheirar.
Quando é ignorado, por exemplo, Pleo baixa a cabeça, e só muda de atitude quando recebe carícias do dono, através dos 38 sensores táteis localizados em todo o corpo. Como um recém-nascido, nos primeiros minutos de vida, Pleo procura adaptar-se ao novo ambiente, abrindo os olhos lentamente, para se habituar á luz. Na fase seguinte, ele se comporta como uma criança que explora e se adapta ao mundo, evoluindo depois para a fase de uma criança que brinca a toda a hora. Ao longo do tempo, surge uma personalidade única e distinta, com base no ambiente em que está inserido. Uma nova ilusão de vida? Talvez.
“A observação e a imitação da natureza são fundamentais para a ciência também. Portanto, parafraseando Aristóteles, poderíamos dizer que a robótica está imitando a natureza”. Ross Dawson.
Segundo o presidente da Ugobe, Bob Christopher, todas as formas de vida produzidas pela empresa têm de obedecer a três leis fundamentais: serem capazes de expressar emoções; terem percepção de si próprios e do ambiente que os rodeia; e possuirem capacidades evolutivas. «com o tempo, a sua voz poderá ficar mais “grave” e poderá aprender novos truques por si próprio» Afirma Chistopher.
Pleo é um robot complexo e sensível podendo interagir com o que o rodeia, pois possui vários sensores que lhe permitem de responder a estímulos, expressando emoções, movimentando-se autonomamente e aprendendo com o ambiente em que está inserido, através de um sofisticado software chamado Life OS, capaz de calcular mais de 50 algoritmos, que geram diferentes comportamentos.
Segundo a Ugobe, o proprietario do Pleo poderá alterar o comportamento do autómato, através de atualizações de software, conhecidas como “módulos de personalidade”. Estas poderão ser baixadas da internet e instaladas, através de um cartão de memória SD ou ligação USB.
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