Escultor Arnaldo Pomodoro: a invenção artística é necessária para o bem do ambiente urbano

O escultor italiano Arnaldo Pomodoro, do movimento Informal, com suas visões inovadoras – relevos e elementos reduzidos à tensão mecânica que se transforma em tensão visual – interferiu e marcou, em definitivo, a arte tradicional da joalheria, através da escultura e das suas observações e previsões sobre a vida, a arte, e o futuro.
Arnaldo Pomodoro, nascido em Morciano di Romagna em 23 junho de 1926, agrimensor, formado após a guerra, tornou-se conhecido por suas experiências no campo da cenografia e joalheria. Após o nascimento de seu irmão, Gio Pomodoro, outro escultor cujo talento é reconhecido a nível internacional, sua família mudou-se para Pesaro, onde os irmãos estudaram e começaram a produzir suas primeiras criações artísticas.
Em 1955, sua escultura foi mostrado pela primeira vez na Galleria del Naviglio em Milão.
Durante os anos 1960 e início dos anos 1970, ele executou os trabalhos de escultura ao ar livre em Darmstadt, New York, e Milão.
Ficou conhecido em 1960, quando se dedicou à escultura, tornando-se famoso em todo o mundo pelas suas esferas de bronze, expostas no Guggenheim, em Nova Yorque, no patio do museu do Vaticano. As obras de Arnaldo Pomodoro são encontradas em grandes praças (Milão, Copenhaga, Brisbane), em frente de Trinity College Dublin, no Mills College, na Califórnia, no Departamento de Água e Energia de Los Angeles, e nas principais coleções públicas em todo o mundo.
Ele também se dedicou à cenografia, principalmente nas grandes ocasiões teatrais: a Semiramide de Rossini Opera, Roma em 1982; Ruderi “do Gibellina 83-85; Oresteia de Ésquilo e Isgrò; em 86; o Didone de Marlowe; Alceste, Gluck, Oedipus Rex de Stravinsky em Siena em 1988, entre outras.
Em 1991 foi colocado na frente do Palácio da Juventude em Moscou, o Disco Solar, doado pelo Presidente do Conselho da União Soviética, e em 1992 foi instalado uma obra de grande dimensão – Papyrus – nos jardins do Palácio dos Correios e Telecomunicações, em Darmstadt, na Alemanha. Em 1995 ele fez, a pedido do Município de Rimini, uma escultura em memória a Federico Fellini, em 1996, foi colocado no pátio da Organização das Nações Unidas, em Nova York a obra Esfera com Esfera com 3,30 metros de diâmetro, e em 1998 recebeu o encargo de construir o portal da Catedral de Cefalù.
Em 1996 ele criou cenários para o Drammi Marini de Eugene O’Neil e para Antigone di Jean Anouilh. Em 1998 ele projetou os cenários e figurinos para A Tempestade de Shakespeare.
A lista de suas realizações e prêmios à carreira, é longa e prestigiosa. O retrato de sua vida, que até agora tem sido pintada, é a de um artista que se expressa através de sua identidade italiana, mas está sempre pronto para levar seu talento em direções novas e inovadoras. Sua arte mantém suas raízes no passado, dá atenção ao presente, e dà sempre um passo para o futuro.
Aqui estão algumas reflexões sobre a arte, o presente e o futuro, vista com a perspectiva do artista:
Mais Informações:
- http://anakarinasad.blogspot.com/2010/03/arte-na-joalheria-contemporanea.html
- http://www.fondazionearnaldopomodoro.it/press.php?b=ar&id_evento=49
Tags:ambiente urbano, Arnaldo Pomodoro, Escultor, invenção artística



