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Expor-se pessoalmente em nome da divulgação de um novo conhecimento, é uma atitude de generosa doação para a humanidade. Sigmund Freud dà dicas para se refletir sobre nosso futuro.

Sigmund Freud

“Quanto menos um homem conhece a respeito do passado e do presente, mais inseguro terá de mostrar-se em julgar o futuro. O fato curioso é que, em geral, as pessoas experimentam seu presente de forma ingênua, por assim dizer, sem serem capazes de fazer uma estimativa sobre seu conteúdo; têm primeiro de se colocar a certa distância dele: isto é, o presente tem de se tornar o passado para que possa produzir pontos de observação a partir dos quais elas julguem o futuro”. “O Futuro da Ilusão” de Freud

Freud, em um restaurante, preferia fazer pedido a tâble dhôte (preço fixo) em vez de a la carte. Mas não và logo tirando a conclusão apressada de que ele era uma pessoa mesquinha e avarenta. Freud faz essa revelação, associando a um sonho seu, que girava em torno de amores desinteressados e das obrigações devidas às pessoas que amamos. Numa tâble dhôte, Freud certamente sentia que “estava obtendo muito pouco” e tinha de “ficar de olho em seus próprios interesses”, em um sentido cômico.

Obviamente, o sonho nada tinha a ver com a tâble dhôte, propriamente dita, e era justamente isso que ele queria provar: aquilo que lembramos de um sonho, que ele chama “conteúdo manifesto”, na maioria das vezes nada quer dizer, precisando de todo um trabalho analítico para se atingir o “conteúdo latente”, que é o mais importante, na medida em que revela os conflitos inconscientes que o sonho tenta resolver.

A disposição corajosa de expor-se pessoalmente em nome da divulgação de um novo conhecimento é uma atitude de generosa doação para a humanidade, longe daquela avara e mesquinha que suspeitamos de início. Sigmund Freud demonstrou-se um conhecedor profundo da vida humana e da psique.

O tempo confirmou plenamente aquele pressentimento de Freud. Ele é sem dúvidas um dos homens que forjaram a modernidade no século XX e sua obra marcou e marca profundamente toda a face de nossa cultura. Não seria exagero falar “antes de Freud” e “depois de Freud”, pois suas descobertas e teorias mudaram radicalmente a visão que o homem fazia de si mesmo.

Freud revelou os mais recônditos segredos da humanidade, e numa espécie de vingança, esta esmiuçou detalhadamente toda sua existência, sendo a mais exaustiva e profundamente descrita, estudada e analisada na história da humanidade. Em quase todas as biografias de Freud, se nota que é quase impossível não admirar sua coragem, sua genialidade, sua honestidade, que lhe garantem um lugar inconteste entre os heróis de nossa cultura.

Peter Gay, um dos últimos biografos, nos diz que Freud tinha na comida um de seus prazeres mais regulares e recorrentes. Gostava de uma boa e sólida mesa burguesa, com pratos da cozinha austríaca. Em sua casa, a refeição principal era o Mittagessen, o almoço servido pontualmente às 13 horas, constituído de  três  pratos: uma sopa, carne e legumes. A isso se seguia uma sobremesa. Os pratos variavam de acordo com a estação do ano, sendo que  na primavera tinham habitualmente um extra, de aspargos. Freud gostava muito de alcachofras italianas e de rosbife com cebola.  Mas seu prato predileto era o Rindfleisch, um suculento cozido.

A vida de Sigmund foi vivida plenamente, em todos os aspectos, uma experiência de uma grande mente que serve de fornecedor de grande sabedoria e advertencias para o futuro.

Aqui estão cinco de suas sabedorias que se referem ao futuro e à existência humana, do seu amor à cultura, e de seus próprios pensamentos sobre a sua relação com os outros.

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