Gary Hamel, o mais influente pensador do mundo dos negócios: A estratégia é revolução. Isto é, a mudança deve ser uma forma de vida para todas as empresas.
Esqueça o que você sabe sobre gestão, diz o gurú de estratégia empresarial, Gary Hamel. Nada disso vai ajudá-lo a vencer os desafios que sua empresa enfrenta. Estamos vivendo em um mundo onde é a inovação que gera riqueza.

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Fundador da consultoria internacional Strategos – sediada na California, bem no coração do Silicon Valley - e professor visitante da London Business School Gary Hamel é atualmente professor convidado de Estratégia e Gestão Internacional da London Business School e diretor do Management Innovation Lab. Escreveu, na área da gestão, vários artigos para jornais e revistas como, a Harvard Buiness Review, o Wall Street Journal e o Financial Times.
Gary Hammel é considerado o gurú da estratégia pela revista Economist, o maior especialista em estratégia de negócios pela revista Fortune e um inovador da gestão sem par pelo jornal Financial Times. Foi considerado o mais influente pensador do mundo dos negócios, segundo o Wall Street Journal. É autor de um dos livros de gestão mais vendidos no Mundo e o único autor de gestão e estratégia a ter recebido quatro prémios McKinsey, até hoje. Hamel também liderou a revista anual Executive Excellence (Excelentes Executivos) que possui o ranking dos mais procurados oradores pós-gestão.
Em 1978, Gary Hamel deixou a administração hospitalar e foi para a Universidade de Michigan, onde se doutorou em Gestão Internacional. Hamel criou um novo vocabulário para a estratégia, com conceitos como intenção e arquitetura estratégicas, visão estratégica e competências centrais. A partir destes conceitos, pode-se criar uma estratégia eficaz, desde que as empresas desafiem a tradição. Assumir riscos, quebrar as regras e inovar, sempre foram atitudes importantes, mas, hoje em dia, são mais cruciais do que nunca. Sublinha Hamel. O pré-requisito mais crítico para alcançar níveis mais elevados de eficiência é a conformidade em relação a políticas, padrões, diretrizes e protocolos de qualidade, e ainda assim, obviamente, o pré-requisito mais fundamental para a inovação é a diversidade de pensamento e de ação.
Para Hamel, a estratégia é revolução. Ou seja, a mudança deve ser uma forma de vida para todas as empresas. Revolucionar uma indústria, pressupõe-se olhá-la com outros olhos. Exige-se uma mudança de visão das coisas. A gestão de topo deve dar o exemplo e ouvir os gestores intermédios e operacionais. É a inovação na gestão que mais facilmente cria vantagens de longo prazo. Este revolucionarismo justifica-se na época actual, argumenta Hamel.
Qualidade, custo, tempo de resposta ao mercado, melhorias do processo, são importantes. Só que atingiu-se o ponto em que começa a funcionar a lei dos rendimentos decrescentes. A solução é inverter a situação, criando uma capacidade de inovação estratégica, que permita descobrir novas oportunidades. E, com alguma sofisticação, acrescenta: Vivemos num mundo de economia descontínua, onde a digitalização, a desregulação e a globalização estão mudando profundamente o panorama industrial. Só estratégias não lineares poderão ser a resposta.
Hamel sugere reformular cada conceito de gestão, desde o modo como os empregados utilizam seu tempo até o modo como os fundos são alocados aos projetos, para que os gestores possam inspirar os funcionários, identificar as idéias empresariais mais promissoras e canalizar os recursos para executá-las.
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