QR-CodeMania – Impresso em outdoors, camisetas, cartões de visita, classificados ou embalagens… nem mesmo os mortos escapam. O QR está presente até nos túmulos.
Símbolo quase banal da sociedade de consumo, o “velho” código de barras ganhou uma nova dimensão. Chegou o super-código de barras, QR – Code (código de resposta rápida), feito no Japão pela Denso Wave que permite a um usuário de celular com câmara, acessar conteúdo na internet enviar mensagens e obter todo o tipo de informações a partir de um telefone celular, com apenas um clique, ao contrário do “vovô código de barras” que precisa de um leitor apropriado.
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Criado pela empresa japonesa Denso-Wave, em 1994, foi aprovado como padrão ISO 18004, mas só agora o QR Code (Quick Response Code) tem sua utilização difundida. Sendo bi-dimensional pode ser interpretado rapidamente, mesmo com imagens de baixa resolução, e pode ser lido diretamente por uma câmera digital e interpretado pelos programas desenvolvidos pela fabricante, podendo armazenar letras, números, código binário e Kanji/Kana (caracteres do idioma japonês). Enfim, pode conter uma grande quantidade de informação em um espaço minúsculo. É possível codificar dados como nome, telefone, email e endereço WWW de uma vez só, pra ser decodificado digitalmente por quem possuir o leitor. Seja ele uma máquina, um programa de computador ou um programa de celular.

No Japão, país mais obcecado por celular do mundo, o QR Code virou mania. Impresso em outdoors, camisetas, cartões de visita, classificados ou embalagens, o código é capaz de armazenar 7 mil caracteres de informação, incluindo músicas, imagens, endereços de internet e de e-mails. Basta que o código seja fotografado para que seu conteúdo seja “lido” pelo browser do celular. As possibilidades são infinitas, tanto em termos de comércio eletrônico como para a publicidade. É possível, por exemplo, comprar um ingresso mirando o celular para um outdoor com a propagando de um show.
Cerca de 40% dos japoneses já acessaram conteúdo por meio do código de barras. O uso no Japão é tão generalizado que até os túmulos estão ganhando código bidimensional, permitindo acessar informação sobre o morto e assim, você agora não vai mais ficar curioso para saber quem está “por trás” daquele túmulo.
Todavia, fora do Japão, o uso ainda é experimental. A emissora britânica BBC iniciou, recentemente, a venda de DVDs pelo celular utilizando o QR Code. A foto do código faz baixar no celular um trailer do filme e permite também realizar a compra. Em Paris, os códigos foram espalhados em pontos de ônibus e permitem acessar informações sobre horários e trajetos. Em um museu de Viena, algumas placas para identificação de obras também ganharam códigos, permitindo aos interessados obter mais informações no celular. Já existe, inclusive, uma rede social voltada para os usuários do novo código. Os profiles de cada usuário são convertidos em imagens do código QR.
No Brasil, o primeiro anúncio publicitário a utilizar o código QR foi publicado pela Fast Shop em dezembro de 2007. A Revista Galileu da Editora Globo também aderiu QR para que o usuário tivesse acesso a informações extras através do seu celular. O Jornal A TARDE, localizado na cidade de Salvador – Bahia tem usado o QR Code desde 10 de dezembro de 2008. Foi o primeiro jornal impresso no País – reconhecido pela Associação Nacional de Jornais(ANJ) – a utilizar o código em suas páginas como selo integrador de mídias; levando o leitor do papel-jornal ao dispositivo móvel.
Mais Informaçoes:
- http://www.messa.com.br/eric/ecode/2007/06/cdigo-qr-evoluo-do-cdigo-de-barras.html
- http://qrcode.kaywa.com (Gerador de QR-Codigos)
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