
A designer sueca, Camilla Diedrich, encontrou uma maneira de combinar papel de parede com luz elétrica, a fim de criar uma forma moderna e inovadora para iluminar um ambiente. Através da incorporação de fibra ótica em papel de parede, Diedrich oferece uma maneira bonita e interessante para iluminar as nossas casas, de uma forma nunca imaginada possível antes.
Estive sempre à procura de luz, sem ter luz… estava desenhando, como sempre faço, quando o desenho deslizou no meu teclado, chegando a mim com extrema leveza. Me veio subito na mente: assim devem ser as pessoas cegas, e logo me lembrei do músico Ray Charles. Seu nome é Ray. O que significa Ray, senao a própria Luz? Camilla Diedrich.
Assim, a designer sueca Camilla Diedrich descobriu uma forma de inovar, homenageando ao músico americano, que perdeu a visão durante a infância.
Sua linha “Nature Ray Charles” traz luz para a decoração de paredes. Uma releitura bastante moderna e romântica, estilo francês da época monárquica, cheio de flores e detalhes. O diferencial fica por conta das fibras óticas, utilizadas por ela, para tecer delicados arranjos de linhas resplandecentes, com um resultado espetacular.
A comunicação com fibra óptica, tem suas raízes nas invenções do século XIX e foi inventada pelo físico indiano Narinder Singh Kanpany. Um dispositivo denominado Fotofen convertia sinais de voz em sinais óticos, utilizando a luz do sol e lentes montadas em um transdutor que vibrava ao entrar em contato com o som. Ela se tornou mais prática durante os anos 60 com o surgimento das fontes de luz de estado sólido, raio lazer e os LEDs, e das fibras de vidro de alta qualidade livres de impurezas.
A fibra ótica, geralmente usada em transmissão de dados e telefonia, hoje é uma realidade revolucionária da iluminação. Em cada fibra ótica, a luz é conduzida de uma extremidade à outra, – informalmente entendidas como “encanamentos de luz” – o que proporciona um feixe de luz contínuo, de aspecto inigualável e a um custo reduzido, já que em sistemas de iluminação em fibras, uma fonte de iluminação pode alimentar diversos cabos ótico, podendo fazer um percurso de até centenas de quilômetros, sem a necessidade de que o sinal seja regenerado.
O utilizo desse revestimento de parede como iluminação, fornece uma significativa economia energética, além de uma beleza assaz inovativa.
A designer Diedrich, tem um talento especial para transformar superfícies planas em formas tridimensionais, ricamente texturizadas. Os papéis de parede são disponíveis em diversas cores como ouro, bronze, verde, azul e framboesa, vêm em rolos de 135 cm x 260 cm que podem ser aplicados repetidamente conforme a área desejada.
A minha intenção inicial era a de fazer papel de parede partindo da luz natural – afirma Camilla – mas deveria empregar muita tecnologia; porém, não está fora de cogitação, incrementar o desenvolvimento desse projeto, para quem há necessidade de usar desse modo. Ainda não estou certa de como e quais os meios usarei, mas, com certeza, será uma novidade entusiasmente. Seria um modo eficaz para disciplinar o consumo de energia. Conclue.
Fonte: http://www.limonada-biz.com.br/noticias/noticia.asp?id=332
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