Professor de Geofísica Na Universidade de Columbia, em Nova York, Klaus Lackner Criou Árvores Artificiais Para Remover o CO2 Do Ar
A árvore artificial, produto da TAB (Global Research Technologies, de Tucson, no Arizona) – detém o dióxido de carbono, graças a um revestimento absorvente formado por água e cálcio; no entanto, em contraste com árvores naturais, ela não é capaz de liberar o oxigênio de volta para o ar.
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De acordo com a Agência Norte-Americana de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), a quantidade média de emissão de CO2 produzida por uma família composta por duas pessoas equivale a 13 toneladas de CO2 na atmosfera a cada ano – e isso sem levar em conta as emissões de veículos e aviões. Nós achamos que podemos resolver o problema da poluição simplesmente aumentando os “espaços verdes”, a natureza e deixar a fotossíntese cuidar do resto. No entanto, infelizmente, essa não é uma proposta eficiente.
Talvez alguns de vocês se lembrem do projeto Sleipner, que funciona longe do litoral da Noruega desde 1995: um dos muitos projetos desenvolvidos para aprisionar o dióxido de carbono. Graças a essas atividades foi possível adquirir experiências significantes para o futuro do desenvolvimento dos sistemas de reciclagem de CO2.
O professor Klaus Lackner, que dá aula de geofísica na Universidad de Columbia, em Nova York – entrevistado no programa “Cinco Maneiras de Salvar o Mundo”, da BBC – tem trabalhado desde 2003 num carro que seria capaz de capturar dióxido de carbono e transformá-lo em pó. Nesta forma, poderíamos armazená-lo debaixo da terra ou no oceano, diminuindo o consumo de petróleo ou gás.
A árvore artificial – produto da GRT (Global Research Technologies de Tucson, no Arizona) – detém o dióxido de carbono graças a um revestimento absorvente formado por água e cálcio; no entanto, em comparação com árvores naturais, ela não é capaz de liberar oxigênio de volta para o ar.
Lackner também estudou formas de armazenar CO2 baseado num processo chamado desgaste de rochas: um fenômeno que ocorre quando os gases que se ligam com o magnésio formam pedras carbônicas, retendo o carbono de maneira segura e permanente
O projeto de Lackner é realmente interessante, mas os custos e a quantidade de energia que deveria ser usada para capturar o dióxido de carbono é maior daquela que nós conseguiríamos ao reciclar o CO2.
Respeitando o protocolo de Kyoto, não há dúvida de que existe uma necessidade de acelerar o caminho de redução do consumo de combustíveis fósseis. Acima de tudo, se estamos conscientes da demanda de energia proveniente dos países em desenvolvimento, e dos sérios danos e problemas ambientais que vamos enfrentar, não é nossa obrigação equilibrar o consumo de energia dentro de alguns anos?
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